segunda-feira, 12 de abril de 2010

[OFF] - Gênios do Vestibular

Acabei de receber isso por email e precisei compartilhar :








Qual é a função do apóstrofo? (Esta merece um troféu)

 






 
Não existe nenhum comentário que esteja à altura desta resposta... 

  Meditemos a respeito.









;)

_/\_


A relação entre Yoga e Meio Ambiente

por Tales Nunes, editor assistente dos Cadernos de Yoga (link aqui )

O Yoga é muito mais do que uma prática corporal, é um estilo de vida. E como um estilo de vida, abarca não apenas o âmbito individual, mas o coletivo. Um indivíduo que tenha um comprometimento com uma vida de Yoga tem influência nas pessoas ao seu redor e no ambiente em que está inserido. Vejamos então como a prática de Yoga está vinculada a uma atitude ecologicamente ética e a uma aproximação da natureza.


O Yoga propõe uma conduta ética que é balizada por valores que chamamos de yamas. Entre estes, estão a não-violência e o desapego. Existem outros valores yogis, mas a incorporação de apenas esses dois no nosso dia-a-dia é em si uma postura revolucionária, de transformação ambiental coletiva.

Compreender o que é desapego e incorporar esse valor nos mostra que podemos levar uma vida muito mais simples do que levamos. Ajuda-nos a ver os bens materiais de maneira mais objetiva, colocando o valor de uso acima do fetiche. E isso faz com que tenhamos a lucidez para consumirmos menos, o que significa poupar a natureza e poluir menos. Por sua vez, viver a não-violência é fundamental para que preservemos e tentemos evitar causar dano a qualquer tipo de manifestação de vida.

E como ferramenta de transformação, o Yoga nos oferece, também, uma ampla gama de práticas corporais. A partir da consciência do nosso corpo, da nossa respiração, do espaço que ocupamos no mundo, o Yoga ajuda a nos conectar com os ritmos e as forças da natureza. Além disso, por meio da meditação e do questionamento, o Yoga nos coloca numa postura de reflexão sobre qual é o nosso papel individual e social na vida. São muitos os relatos de praticantes de Yoga que mudaram completamente o seu estilo de vida, simplificando-o.

São freqüentes os casos de pessoas que pararam de comer carne, outras que largaram seus trabalhos, pois descobriram que estes não faziam mais sentido em suas vidas (muitas vezes por serem trabalhos eticamente questionáveis) ou mesmo que saíram da cidade e foram morar junto à natureza. Há diversas histórias também de yogis que permaneceram nas cidades, mas engajaram-se em trabalhos sociais ou ambientais.

Em Curitiba, temos um grupo de yogis engajados na campanha a favor do uso da bicicleta e do movimento “Jardinagem Libertária”, em prol de uma ocupação mais humana dos espaços públicos urbanos. Estas são pessoas que fazem a diferença e não esperam pelo poder público para realizar as mudanças que o nosso planeta pede hoje. A transformação que precisamos realizar é muito mais urgente do que a aparelhagem estatal consegue efetivar. E é justamente nesse ponto que entra o Yoga, tocando as pessoas e mobilizando-as a mudar, a fazer diferente, a fazer mais consciente.

Hoje a causa ambiental está em cena. Empresas que poluem, exploram e degradam o meio ambiente apresentam uma imagem de responsabilidade social e ambiental. Outras tantas usam esse filão para vender mais dos seus produtos. O que é um paradoxo, pois quanto mais consumimos, mais degradamos. Ou seja, está na moda ser “ecológico” e nós sabemos exatamente o que fazer, coletivamente e individualmente, para minimizar os danos que estamos causando no nosso planeta. Porém, parece haver um fosso enorme entre a teoria e a prática. Esquecemos que as grandes transformações são feitas a partir de pequenos atos cotidianos. E assim seguimos querendo mudar o mundo, com o discurso mudado, totalmente consciente, porém sem querer abrir mão de muitos dos nossos confortos.

Vejo o Yoga, nesse sentido, como um educador, um disciplinador. Um disciplinador do nosso corpo, ensinando-nos a nos alimentarmos melhor e a consumirmos alimentos de boa procedência (que agridam o mínimo o meio ambiente e que sejam saudáveis ao nosso corpo). Um disciplinador da nossa mente, refreando os nossos desejos, ensinando-nos que consumir não nos faz mais felizes, como nos insiste em inculcar as propagandas. Acredito, portanto, que o Yoga pode promover a ponte entre a teoria e a prática, justamente pela disciplina física, mental e emocional que promove.

Uma das razões do nosso planeta estar na situação de degradação atual é o nosso antropocentrismo, a nossa idéia equivocada de que podemos controlar a natureza. Achamos ser uma espécie superior às demais e olhamos a natureza como “recurso”, que está aí para nos servir e ser usado por nós para suprir os nossos desejos que, vale ressaltar, não são necessidades, são luxos. E por causa disso, os espaços naturais foram reduzidos. E antes o que nos englobava, florestas, vegetação natural, foi por nós englobado, cercado, demarcado, restringido.

A nossa ciência entende e manipula aspectos isolados da natureza. O todo, a compreensão global, o encadeamento de causas e conseqüências mais distantes e a longo prazo, nos é, na maior parte dos casos, desconhecida, ou no máximo especulada. Compreendendo isso, Goethe disse:  “A natureza reservou para si tanta liberdade que não estamos em condições de competir com ela em toda a sua extensão ou de acossá-la com o nosso saber e nossa ciência”.

A filosofia yogi traz consigo essa consciência. Que é a consciência de unidade entre todas as manifestações de vida, entre nós e a natureza. E, a partir disso, não comer carne não nasce de uma atitude de ativismo ambiental – apesar de hoje haver argumentos de preservação ambiental suficientes para pararmos de comer carne -, mas de uma atitude de reverência a todas as manifestações de vida, de respeito à natureza.

E mesmo sendo vegetarianos, estamos às avessas com o que escolhemos para nos alimentar. Quando moramos em cidades e não produzimos o nosso próprio alimento, perdemos a consciência sobre a cadeia alimentar. Os alimentos chegam a nossas mãos praticamente prontos. Assim, perdemos também a consciência sobre todo o processo de produção do alimento. É isso que faz com que a criancinha que vive na cidade se sinta maravilhada ao descobrir que o ovo vem da galinha. Ou que faz com que ela ignore que a carne que ela come vem do mesmo bichinho que ela vê nos desenhos animados da televisão. Esses são exemplos grotescos, mas o fato é que hoje é difícil monitorar a forma como é produzido o que comemos. Especialmente no nosso país, onde não podemos confiar nos órgãos públicos reguladores que deveriam garantir a qualidade do que é produzido. Cabe a nós buscar, vegetarianos ou não, pesquisar e procurar consumir alimentos frescos, de preferência não industrializados e de pequenos produtores locais, para podermos saber a origem do que nós consumimos.

Consumo consciente não se restringe aos alimentos, inclui muita atenção diária e reflexão sobre o que realmente necessitamos, o que é superficial e o que é necessário. Precisamos ter claro o valor que os objetos realmente têm para nós. Como indivíduos, cidadãos e yogis temos esse comprometimento com a coletividade e com o meio ambiente. E se agirmos (consumirmos) conscientes e pensando não só em nós, mas no todo, já estamos fazendo muito. Consumir consciente é uma grande força de reivindicação que nós temos e o Yoga pode ser uma importante ferramenta que nos mantém alertas, despertos, com o pensamento voltado para nós e para o Todo.

domingo, 11 de abril de 2010

Frases sábias soltas por aí...

- “O primeiro passo para o bem é não fazer o mal”

Jean-Jacques Bousseau, Filósofo e escritor francês.
_____________________________

- “A não-violência é a qualidade mais fina da alma, mas ela se desenvolve através de prática.”


Mahatma Gandhi, Político Pacifista Indiano.
____________________________

- “Aquele que conhece o bem faz o bem”

Sócrates, Filósofo Grego
___________________________

- “O mais alto grau da paz interior decorre da prática do amor e da compaixão.”


Dalai Lama
____________________________

- “Tendo como que uma suspeita de sua licantropia você está prodigiosamente armado para a guerra.”


Arthur Rimbaud
__________________________

- “Depois da guerra os homens têm todos um ar desmoralizado...”


Günter Grass
____________________________

- “A guerra admite como lícitas muitas práticas condenáveis”

Montaigne

______________________________


- “A violência é o último refúgio do incompetente.”

Isaac Asimov – escritor e astrônomo
____________________________

“O que não se consegue pela razão, pela sabedoria e pelo tato jamais se alcança pela força.”

Michel Montaigne
____________________________

“A traição e a violência são a justa recompensa da traição e da violência”

Emile Branteé
____________________________

“Quando agredida, a natureza não se defende. Se vinga.”
“A violência fascina os seres moralmente mais fracos.”

Albert Einstein
____________________________

“O mais apavorado é o que semeia o medo. A violência é a mãe da violência.”

Sófocles
__________________________

“Será justa a violência cometida pelo “rico”, e injusta a cometida pelo frágil e desamparado?”

Platão
____________________________

“Fazer o bem é a sua própria recompensa”

Rodrigo Chede (kkk)


____________________________


_/\_


Macacos dançantes.

Pelo visto hoje vai ser o momento dos vídeos...

Uma certa pessoa que surgiu do nada (adorei, adorei) e que gosta de Nietzsche me fez lembrar de uma coisa bacana.

Cá está  :



Já vi gente se ofender por ver esse vídeo (acredite se quiser), mas como eu só mando o link do meu blog para macacos legais, acho que eles vão entender que não há nada de ofensivo.É bom saber rir de nós mesmos.E pensar um pouco também.

_/\_

Yoga, ups, quer dizer... YODA

Pra quem não sabe... o bichinho verde dos vídeos abaixo é o tal do Yoda, o "mestre dos Jedis" (e se você não sabia disso, nem sabe o que é um Jedi e nunca viu um filme da série, saia de Saturno  e volte pro planeta Terra, porque aqui AINDA tem coisas legais).

Eu tenho mania de relacionar assuntos ou personagens de filmes... com Yoga.Coisa de gente chata e bitolada mesmo...

Mas aqui nem terei esse trabalho, pois a coisa foi feita já propositalmente nos filmes "Star Wars".

Pra quem tambem não sabe, na época em que o personagem foi concebido, lá no meio pro fim dos anos 70,  George Lucas estava apredendo um pouco a respeito do Yoga e de coisas relacionadas ao Hinduísmo.A respeito da filosofia, da cultura,  da India... e da relação Mestre-Discípulo.

Tenho um "almanaque" do Star Wars comprado em 1993 na Inglaterra que era sobre " a data comemorativa dos 15 anos do primeiro filme" e onde ele falava sobre isso (dentre outras zilhões de curiosidades sobre o filme, onde, por exemplo, o protagonista a princípio era uma mulher e não o Luke) .Na época eu era interessado apenas nas lutas de sabres de luz e na roupa assutadora do Darth Vader, não ligava muito para filosofias... depois que fui resgatar isso.

As explicações sobre a tal da "Força" (que seria uma espécie de energia que liga todos seres do Universo e inclusive possue um lado negro e sedutor, alimentado especialmente pelo ego e que pode ser extremamente perigoso se não for controlado),  toda aquela coisa de "mestre e padawan" e aquele monte de ensinamentos que o bichinho verde solta durante os filmes (sempre falando "de trás pra frente", uma das melhores características do "super Jedi") , foi totalmente inspirado nessas leituras de George Lucas.

E não é por acaso que o nome dele é Yoda, uma clara referência ao nome Yoga.

Esses dias estava batendo papo com uma amiga que também adora cinema e mandei um vídeo pra ela.

Independentemente do "cenário" dos filmes, da ficção científica, da coisa hollywoodiana, fato é que se prestarmos atenção nas palavras deste senhor de mais de 800 anos... parece que estavamos tendo uma aula sobre filosofia yogin.

Segue abaixo um video simples, com legenda, de uma das minhas cenas prediletas do melhor filme dentre toda a série (o Império Contra-Ataca): aprendam com o Mestrinho. hehe





E aqui outro vídeo com diversas falas dele ao longo dos 6 filmes da série (e também com alguma pancadaria... rs)... pra quem gosta, um prato cheio.
Essa parte é sem legenda.

"A sabedoria de Yoda"







[]'s

_/\_ (nasmastê)

domingo, 28 de março de 2010

Mais do mesmo - finalizando o de ontem...

Uau... vai ser duro escrever depois de comer tanto.

Mukesh devia receber um prêmio pela ciabatta recheada "sem noção" que fez.

Aliás, a partir de agora vou considerar que um Ashram só pode mesmo ser um Ashram se tiver as "mãos" de alguem nascido e vivido na India na hora de fazer a comida.Não me lembro de ter comido tão bem na minha vida.

Essas duas primeiras semanas foram provavelmente a "cara" do que me aguarda nos próximos meses.Muita prática de Yoga (4 aulas por dia), 1 hora de meditação (sendo que tudo começa as 5:30 da manhã, em uma "rede" com diversos membros da Egrégora), comendo maravilhosamente bem, conhecendo e convivendo com o povo bacana do Shivam Yoga (consegui inclusive uma "guia" para me mostrar a cidade... rsrs)... sem contar a companhia inestimável.... da Radha (interesseira, gulosa e sedutora, impossível não adora-la).

E estou redescobrindo meu gosto por filmes e músicas indianas (da raiz mesmo), que são absolutamente fascinantes...

Bom, falar demais cansa, seguem algumas imagens bacanas (se quiser ver em tamanho maior, é só clicar diretamente nas fotos).A qualidade é "duvidosa" as vezes pois a maior parte foram tiradas pelo celular.



Vistas do meu quarto e da sala da casa (que chamamos de "Ashram 1")










Sala de prática - Ashram 1 - Onde são ministrados os cursos de formação e as práticas de meditação ou o próprio sádhana.








Algumas imagens do curso de formação :

 






Recepção do "Ashram 2" (ou escola, ou núcleo, ou centro, ou studio em si, onde as aulas ao público geral são ministradas)







Sala de prática do Ashram 2 (é, esse verde todo aí é a paisagem em torno mesmo, a gente pratica sentindo cheiro de árvore, mato, terra... natureza...)







Um pouco das ruas de Ouro Preto (detalhe pro mestre Arnaldo com as compra da feira).










Radha, a sedutora interesseira adorável.






Não faço a menor idéia de quem tirou essa foto... mas acho que eu estava concentrado em algo.







 E aqui uma homenagem à uma certa "LUZciana", com sua pequenina no colo, difícil saber qual delas é mais radiante.Beijoca pra ti, irmã do coração, sinto sua falta aqui (e sei que você está morrendo de "inveja saudável" de mim, hahahaha, que você possa vir pra cá o quanto antes !).




Bom, é isso.Por enquanto.

Om Shiva !

sábado, 27 de março de 2010

As dúvidas, o sumiço, as mudanças...e por fim, Ouro Preto.

Cheguei  em Ouro Preto.
 
Depois de tanta correria buscando soluções e organizando minha vida para não deixar nada pendente em São Paulo (algo mais difícil do que eu imaginava... até na hora de sair da cidade a gente “corre”), finalmente agora me vejo livre para curtir esse retiro.

 
Bem, fato é que isso (estar pronto e chegar em Ouro Preto) na verdade ocorreu há 10 dias atrás, quando pisei nessa cidade pela segunda vez (a primeira foi em Janeiro deste mesmo ano de 2010, quando decidi que aqui era o lugar ideal para o que eu buscava no momento atual da minha vida).A proposta aqui é ler a mim mesmo, perceber como eu vou lidando com tudo isso ao longo do tempo.E aproveitando também para ser um canal para os amigos e alunos que estavam curiosos sobre “pra onde eu ia e o que eu iria fazer e por que?”. rs

 
Agora que alguns dias se passaram, já posso falar dar com mais certeza um panorama de tudo o que rola por aqui... E o resumo da ópera é : ESTÁ TUDO BOM DEMAIS.

 
Não é de hoje que eu tenho problema com a cidade de São Paulo... lugar onde nasci e sempre adorei, pelo menos até o final da minha adolescência.Costumo dizer que a cidade tem realmente muitas coisas boas, que não existem em nenhum outro lugar do mundo... Mas que tudo o que há de positivo não compensa mais as coisas negativas...faz tempo.

 
E sair de uma megalópole urbana, desorganizada e barulhenta, para vir parar em uma cidade pequena, histórica  e preservada... é um contraste que só faz aumentar a minha “tese pessoal”.
Aqui eu não acordo com o barulho dos carros ou com a “bateção” das construções de prédios.Acordo com o cantar dos pássaros.Ou com latidos de cachorros.Ou apenas com o barulho do vento.

 
Quando abro a janela do meu quarto, não existe uma enorme gama de blocos de concreto (que chamamos de prédios, RS) na minha frente, nem ruas asfaltadas e cheias de calçadas... existe uma montanha coberta de verde para todos os lados, com pequeninas casas ao longo dela, mas que não ocupam nem 5% do cenário.As ruas são de paralelepípedo.

 
Quando olho pra cima, o céu é azul, limpo, cristalino.E não aquela mistura acinzentada de gases que eu tenho até medo de saber quais são (isso quando os prédios não cobrem a vista impedindo até de ver o céu na maior capital do país).

 
Nas ruas existem mais pessoas do que carros.A cidade é feita para seres humanos, e não para máquinas com 4 rodas.

 
Enfim, aqui, para mim, está parecendo o século XIX (dada as devidas proporções, óbvio).Quem vive aqui talvez não tenha tanta noção do privilégio que possui.Acho que tudo se resume a estarmos aqui mais próximos da natureza mesmo, da nossa essência.

 
Isso reflete nas pessoas, que são mais simples, mais educadas, mais próximas... mais humanas... e isso torna muito mais agradável ir em locais públicos, restaurantes, lojas, etc... tudo é mais prazeroso.

 
“Ah, mas cidade pequena é ruim porque chega 22:00 e está tudo fechado e todo mundo dormindo”.

 
Bom... para quem tem acordado as 5:10 para meditar diariamente, isso tem sido uma vantagem e não um problema... rsrs 

 
Além do mais, é mais gostoso acompanhar o ritmo do Sol.

Mas por que isso agora ? E por que Ouro Preto ? E será que eu volto ? 

 
Por causa do Yoga.

 
Eu andei muito sumido de diversas pessoas nos últimos... sei lá, acho que dois anos.Gente demais dispersa minha mente. RS

 
Sou um apaixonado por Yoga desde que pisei em uma sala de prática pela primeira vez.E depois de cair fora de uma seita de fanáticos loucos, criminosos e tristes, absolutamente tristes, eu tive dificuldade de encontrar “um lugar que considerasse ideal...ou quase ideal (já que o ideal talvez não exista... filosoficamente falando)”.

 
Eu ainda sou um bebê de colo, um novato, um total aprendiz no que diz respeito ao Yoga... mas dou valor ao pouco que sei.E o pouco que sei deixou bem claro já há tempos que o Yoga virou uma modinha totalmente desvirtuada, pelo menos no mundo onde eu conheço. 

 
Quando saí da seita dos doentes, fui em busca de algo que fosse parecido com aquilo que eu acreditava ser o Yoga mesmo.Se não o original (pois o tempo passa e tudo evolui no mundo), pelo menos algo que tivesse a essência da cultura/ciência/filosofia que o Yoga (não-moderno) prega.

 
Foram meses e meses visitando lugares, conhecendo pessoas, lendo... e me desesperando. RS
Sem entrar em detalhes, mas eu não encontrava aquilo que queria.Na verdade até encontrei “quase”, eu diria, quando tive meus contatos com o pessoal do Yoga Nataraja em São Paulo
(site deles aqui) tanto o pessoal da Vila Madalena, quanto da Vila Mariana.
 
Gente bacana, fiz alguns amigos, conheci gente mais experiente, limpei a cabeça em relação a um monte de “achismos” que possuía na mente, e acima de tudo eram pessoas que, pelo menos em boa parte, demonstravam querer vivenciar o Yoga na vida...e não apenas “na sala de prática”.Pessoas do bem.

 
Mas a a escola, as aulas, a formação... tudo ainda era em São Paulo.No meio do transito.Do barulho.Da correria.Não consegui me dedicar como queria.Não tinha a disciplina necessária no meio do mundo caótico de Sampa.Faltava algo.

 
Quando resolvi fechar a minha escola, o lugar que eu mais amei durante os 2 anos em que estive lá, foi justamente para poder fazer essa busca com mais afinco, sem me preocupar em “cuidar de uma casa, administrar uma escola, dar aulas de Yoga e ainda assim estudar na nova formação”, no maior estilo “tudo ao mesmo tempo agora”... 

 
Fui dar aula em outros lugares, que não eram meus, que não tinham tudo “exatamente do jeitinho que eu queria”, mas que me tomavam menos tempo e me exigiam menos responsabilidade... assim eu poderia usar essa energia que sobrava para “continuar buscando”.

 
E  foi em um desses lugares que eu acabei conhecendo uma das minhas almas-irmãs nessa vida, minha eternamente querida Luciana Guimarães (oi Lu, te amo, sei que você me lê aqui).Que acabou se tornando amiga e aluna, lá no Yoga Sandri - site aqui - (Aliás, todo meu agradecimendo também à Lucia Sandri, por me receber em sua escola naquele período conturbado). Nossa identificação um com o outro foi tão rápida que ela insistiu e insistiu para que eu conhecesse o mestre dela, e a linha onde ela se formou.

 
E  assim conheci o Shivam Yoga (www.shivamyoga.net) e o mestre Arnaldo.Após contar um pouco da minha história pra ele, conversar bastante em diversos emails (e descobrir ALTAS COINCIDÊNCIAS, inclusive o fato dele ter passado pela mesma seita dos doentes) e notar que nosso compromisso e visão do yoga eram de certa forma parecidos, fui convidado a passar uns dias no Ashram aqui em Ouro Preto no início de Janeiro desde ano de 2010... vim, gostei.De tudo.

 
Acho que o mais interessante foi a postura do mestre Arnaldo.A palavra “mestre” me causava um receio enorme por causa das coisa que já vivi no passado e porque, sinceramente... dentro do Yoga, pelo menos no Ocidente, a palavra “mestre” normalmente vem seguida de um monte de baboseira (um ser que se diz iluminado, divino, que tem um bando de fanáticos cegos e pouco capazes intelectualmente, alguém que simplesmente abusa espiritualmente, emocionalmente, financeiramente e todos os “ente”  que se pode imaginar dos trouxas de seus “discípulos”), mas eu resolvi “arriscar” e conhecê-lo melhor, conviver um pouco e ver “qual é que é”.

 
Encontrei um ser humano igualzinho a mim.Sem ar de superior.Sem se achar um deus iluminado.Sem dizer-se ser o dono da verdade.Sem considerar que seus ensinamentos são a solução pro planeta e pra humanidade.Alguém com mais estudo, experiência e vivência apenas.E acima de tudo, sincero (as vezes até demais, RS).Alguém para compartilhar, para ser um professor e amigo.

 
Por coincidência (para quem acredita em coincidências), havia agendado para o ano de 2010 um curso de formação em Yoga + um curso de massoterapia, ministrados pelo Arnaldo. Ambos ao longo do ano, com duração até Dezembro, aqui em Ouro Preto.
E foi aí que vi a chance perfeita.

 
Cidade nova, pessoas novas, longe da minha rotina da cidade grande, e ainda a oportunidade de fazer uma nova formação, de me aprofundar e compartilhar mais o yoga, vivenciando tudo 24 horas por dia.... em um local recheado de natureza por todos os lados.

 
Passei Janeiro, Fevereiro e o começo de Março organizando minha vida em São Paulo, não deixando nenhuma pendência, procurando professores substitutos para os locais onde dou aula (e óbvio que uma das minhas turmas do Yoga Sandri acabou ficando com a própria Luciana, que foi a ponte de tudo isso), resolvendo assuntos profissionais, pessoais, familiares, amorosos (é, pois é...) para estar absolutamente livre de tudo e de todos, sem nada que me fizesse olhar pra trás.E finalmente comprei minha passagem e vim.E aqui estou.E não pretendo sair tão cedo (apenas para um visitinha ou outra em Sampa, 1x por mês talvez... só pra ver minha família um pouco).

 
Pelo menos até Dezembro sou um cidadão de Ouro Preto, estudando muito, praticando muito, conhecendo tudo de bom e de novo que há por aqui, compartilhando novas experiências com pessoas novas, enfim........... absolutamente tudo o que eu queria.

 
E como eu sou um belo de um prolixo que quer falar uma coisa e acaba falando 20x mais do que queria , o post que era pra falar dos meus primeiros dias aqui acabou se tornando uma “explicação de porque vim parar aqui”.

 
Como o sono chegou, amanhã eu termino.

 
Om Shiva.